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sexta-feira, 5 de abril de 2013

Música na net já dá mais lucro que na rádio

Licenciamento de música em serviços online levaram a um crescimento de 32,2% nas receitas dos artistas britânicos


Os artistas britânicos lucraram em 2012 um total acima dos 61 milhões de euros, um valor recorde, apenas com os serviços de música online como o Google Play, o iTunes e o Spotify. Isto traduz-se numa subida de 32,2% em relação ao ano anterior.

Assim, os serviços de música digital tornaram-se a maior fonte de lucro de direitos de autor dos artistas no Reino Unido, destronando a rádio, os eventos públicos e os bares. Ainda assim, os eventos ao vivo tiveram, em 2012, uma larga fatia, em parte devido aos espectáculos de abertura e encerramento dos Jogos Olímpicos de Londres. De sublinhar também que o negócio dos toques de telemóveis, no passado uma fonte lucrativa de royalties, praticamente desapareceu desde 2008.

O sucesso global de músicos britânicos contemporâneos, como Adele, Ed Sheeran ou Mumford and Sons, ajudou também a que houvesse lucros de cerca de 213 milhões de euros em licenciamento internacional, fazendo do exterior a maior fonte de rendimento dos criadores britânicos.

Robert Ashcroft, CEO da PRS for Music, a companhia que gere os direitos de autor dos músicos no Reino Unido (semelhante à nossa Sociedade Portuguesa de Autores), afirmou ao The Guardian que "os copyrights continuam a ser fundamentais para a continuação do sucesso dos nossos membros, nacional e internacionalmente, ao mesmo tempo que a importância crescente do licenciamento de serviços online como o iTunes e o Spotify sublinha o valor que a música tem na economia na internet".




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